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Parece que mais do que nunca o termo “mundo digital” rege
nossos dias.
Lembrei-me dos versos de Casimiro de Abreu.
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que saudades da minha infância querida, da escola, dos
colegas, dos amigos, do meu pai que era representante dos pais na escola e
ajudava a organizar os eventos; saudades das festas juninas. Como era bom
Dropes Dulcora, pão doce com creme, levar lanche (merenda escolar), brincar de
queimada, jogava dominó, dama e xadrez, tinha teatro também.
Estudei literatura brasileira e portuguesa nos três anos do
ensino médio. Que delícia!
Era bom poder sentir medo sem
culpa, quando chegava o dia de mostrar as notas e o boletim para os pais
assinarem.
O que as pessoas não entendem é
que estamos passando por novos aprendizados tivemos a Revolução Industrial, a
Revolução Agrícola e agora a Digital. Toda transformação depende de orientação
e formação. Precisamos entender que para ter acesso ao mundo digital é preciso
conteúdo responsável e prevenção.
A Educação, a Cultura são
prioridades para garantir um futuro sadio no mundo digital. Você leu e estudou
o suficiente para avaliar o conteúdo na rede? Saber avaliar, antes de tudo, é
saber se prevenir.
Você passa a sua senha do Banco
para alguém? Passa o número do telefone ou o endereço de sua casa para qualquer
pessoa? O anonimato na rede digital praticamente não existe, portanto
respondemos pelo conteúdo que disponibilizamos e usamos em sites, blogs, e-mails , enfim, nas redes sociais. A Lei que rege a rede é a mesma, o Código
Civil.
As palavras voam. Existem frases
feitas, chavões que ainda assustam: “brasileiro não tem memória”, “brasileiro
não tem educação”, “brasileiro não sabe votar”, “brasileiro não lê” etc.
Será que precisamos viver pagando
por isso?
Maria Esther Mendes Perfetti
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